sábado, 19 de junho de 2010

Am, F. C.

Do por do sol, com as nuvens. fim de inverno. litoral
e um ano depois de te trocar pela noite e selvageria
voltei pra casa.
Sozinho.
pelo mesmo Caminho.

sempre há tempos nesse meu curto espaço da vida.
pra olhar a minha escala, querida.
quem sabe uma hora a eu te convide, te ilude.

E eu tenho visto toda essa onda de classe média alta,
com uns fracos e umas que não tem valor.
se atira...

falando nisso, mãe deu saudade.
ve se qualquer hora, me lembra.
liga...

Vento forte,
Do por do sol, com as nuvens,
Voltei pra casa, Sozinho.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

indiferente

tudo eh sempre diferente.
mas quando a gente nasce,
ninguem explica pra gente...
que mais rapido que uma estrela cadente.
nossa passada pode ser indiferente.

basta uma desigualdade. uma infelicidade.
um estar, diferente do que era nossa vontade.
que se forma infelicidade.
fraqueza e falta de dignidade.

quem disse que isso tudo
já não foi dito, vivido...
a gente já sabe e insiste.
milhões nascem, morrem e mudam.
porque tudo sempre eh diferente.

indiferente.
aposto, que talvez, por desgosto, mais uma promessa seria diferente.
ou talvez por gosto, uma aposta seria mais uma promessa indiferente.
mas não mudo. não me iludo.
teu rosto mostra tua idade, tua alma tua incapacidade.
de mudar como tudo.

hoje quando eu acordei. percebi que o tempo não muda nada.
o que muda é nossa vontade.
de sentir, ou não, saudade.