terça-feira, 21 de julho de 2009

Limitation.

Aproximando em São Paulo. Eram 6 da manhã noite se tornando dia. Chegada programada pra pouso na pista 17. Vento calmo visibilidade maior que 10 km... Peso de pouso abaixo da limitante... Pista seca. Tudo tranquilo. Tão tranquilo que comecei a pensar sobre aquele monte de luzes aglomeradas que chamamos de cidades conflitando com o monte de luzes aglomeradas que chamamos de estrelas. Pela minha distância entre as duas luzes, as da cidade pareciam maiores. Mais vibrantes... E as estrelas lá, tão quietas aparentemente... mesmo sabendo que explodem a todo momento, emitem radiação, queimam e congelam ao mesmo tempo que desaparecem em buracos negros que o ser humano nem sabe explicar. Enfim, nascem e morrem. E as cidades? A gente costuma achar que não vão terminar nunca. Que é tão concreta quanto o material usado para construir. (Boa essa... tão concreta como concreto). Ser humano limitado. Camufla o ciclo natural das coisas buscando certezas em coisas incertas. Sequelas por um sistema de vida que visa a mais valia, o ser humano esquece aonde vive. Limitado por luzes de uma cidade, não olha pra cima e ve a natureza de verdade. Não se resume em carros, casas e dinheiro no banco. Se resume em vida. Sim! Tempo e lugar.