segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

manhã de verão

quando vejo o amanhecer na cabine.
ainda lembro daquela boa presença.
simples. humilde mas com ar de quem é dona.
cheiro de amor amor.

poucos momentos marcam quando a rotina se torna o mesmo belo amanhecer.
alguns dias atrás eu era mais novo mas o sol insiste em parecer o mesmo.
percepção limitada.

pode não fazer sentido agora, mas sei que com o tempo isso muda.
devaneio.
a historia sempre a mesma. o tempo desaparece com tudo.
sei que ainda vejo o amanhecer e lembrarei de outras boas presenças.
mas por agora.
cheiro de amor amor.

domingo, 27 de dezembro de 2009

tudo igual. no final.

meu próximo destino. a incerteza.
te encontrar. o acaso se encarrega.
te amo.

enquanto em algum lugar a vida acontece.
aqui, parado, sentado.
o tempo se esvai.

um pouco de auto-estima. já vi esse filme.
sem drama nessa parte.
sei que gente sonha a vida inteira e só acorda no fim.

essa noite passada foi assim.
numa multidão o vazio apareceu.
e quando eu vi já preenchia tudo com mais promiscuidade.

facil sonhar sem acordar.
viver sem sonhar.
sonhar sem viver.
sei que a gente sonha a vida inteira e só acorda no fim.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Natal

Na mesma varanda de verões da infancia na casa do vô e da vó em Embu Guaçu.
Sim, uma cidade.
Fim de tarde tipico. A criançada correndo com os presentes de um lado pro outro, a chuva passageira deixou os pássaros cantando o fim do dia animados e o bebedouro dos beija-flor fazem um congestinamento aéreo muito mais controlado do que o céu de de N.Y.
Fazer música num violão do tio Zé, tomando uma cerveja acompanhando tudo isso só me faz lembrar a mesma coisa de sempre.
Mais um ano passou.
Ano que vem, toda a familia um pouco mais velha. Alguns novos integrantes, alguns já não mais integrando materialmente mas sim na saudade e boas lembranças.
Queria toda a vida poder passar dias assim.
Guardo do Natal a reunião da familia. Não sou religioso, mas gosto de Jesus. Não por acreditar no que a Igreja fala, mas por poder ter esses momentos de reunir essa minha genetica toda numa sala com pessoal falando alto, abraços e risadas...
A japonesa namorada do meu irmão chorou. Por lá eles não tem isso... Coitado dos japas.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Medianeira

Depois de uns dias fora da cidade.
Porto, meu Alegre, melhor.
Manhã de Medianeira. Domingo. Nostalgia.
Pensei até o impossivel de, quem sabe, um dia, a gente ainda se ve melhor.
Da tua parte uma saudade, com desgosto de não ter o fim de tarde do meu lado.
O que pra mim também seria melhor.
Depois de uns dias. Fora da cidade. Meu porto. Agora alegre, melhor.
Manhã de Medianeira. Domingo. Nostalgia.
Pensei até o impossivel de quem sabe, um dia, a gente ainda se ve melhor.
Da minha parte uma saudade com desgosto de não ter mais o teu gosto na minha boca.
O que pra ti também seria melhor.
Depois de uns dias, fora da cidade.