domingo, 22 de maio de 2011

damas

Damas existem,
Só se for na TV.
Digo... lembrei de você.
Aconteceu prá valer.

Damas, se existem.
O mundo anda errado.
Até fiquei afim de estar do teu lado.

Damas se liguem.
A vida é uma só.
Não viva por dó.
Melhor é correr sem ninguém.

Existem?

sábado, 19 de junho de 2010

Am, F. C.

Do por do sol, com as nuvens. fim de inverno. litoral
e um ano depois de te trocar pela noite e selvageria
voltei pra casa.
Sozinho.
pelo mesmo Caminho.

sempre há tempos nesse meu curto espaço da vida.
pra olhar a minha escala, querida.
quem sabe uma hora a eu te convide, te ilude.

E eu tenho visto toda essa onda de classe média alta,
com uns fracos e umas que não tem valor.
se atira...

falando nisso, mãe deu saudade.
ve se qualquer hora, me lembra.
liga...

Vento forte,
Do por do sol, com as nuvens,
Voltei pra casa, Sozinho.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

indiferente

tudo eh sempre diferente.
mas quando a gente nasce,
ninguem explica pra gente...
que mais rapido que uma estrela cadente.
nossa passada pode ser indiferente.

basta uma desigualdade. uma infelicidade.
um estar, diferente do que era nossa vontade.
que se forma infelicidade.
fraqueza e falta de dignidade.

quem disse que isso tudo
já não foi dito, vivido...
a gente já sabe e insiste.
milhões nascem, morrem e mudam.
porque tudo sempre eh diferente.

indiferente.
aposto, que talvez, por desgosto, mais uma promessa seria diferente.
ou talvez por gosto, uma aposta seria mais uma promessa indiferente.
mas não mudo. não me iludo.
teu rosto mostra tua idade, tua alma tua incapacidade.
de mudar como tudo.

hoje quando eu acordei. percebi que o tempo não muda nada.
o que muda é nossa vontade.
de sentir, ou não, saudade.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

manhã de verão

quando vejo o amanhecer na cabine.
ainda lembro daquela boa presença.
simples. humilde mas com ar de quem é dona.
cheiro de amor amor.

poucos momentos marcam quando a rotina se torna o mesmo belo amanhecer.
alguns dias atrás eu era mais novo mas o sol insiste em parecer o mesmo.
percepção limitada.

pode não fazer sentido agora, mas sei que com o tempo isso muda.
devaneio.
a historia sempre a mesma. o tempo desaparece com tudo.
sei que ainda vejo o amanhecer e lembrarei de outras boas presenças.
mas por agora.
cheiro de amor amor.

domingo, 27 de dezembro de 2009

tudo igual. no final.

meu próximo destino. a incerteza.
te encontrar. o acaso se encarrega.
te amo.

enquanto em algum lugar a vida acontece.
aqui, parado, sentado.
o tempo se esvai.

um pouco de auto-estima. já vi esse filme.
sem drama nessa parte.
sei que gente sonha a vida inteira e só acorda no fim.

essa noite passada foi assim.
numa multidão o vazio apareceu.
e quando eu vi já preenchia tudo com mais promiscuidade.

facil sonhar sem acordar.
viver sem sonhar.
sonhar sem viver.
sei que a gente sonha a vida inteira e só acorda no fim.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Natal

Na mesma varanda de verões da infancia na casa do vô e da vó em Embu Guaçu.
Sim, uma cidade.
Fim de tarde tipico. A criançada correndo com os presentes de um lado pro outro, a chuva passageira deixou os pássaros cantando o fim do dia animados e o bebedouro dos beija-flor fazem um congestinamento aéreo muito mais controlado do que o céu de de N.Y.
Fazer música num violão do tio Zé, tomando uma cerveja acompanhando tudo isso só me faz lembrar a mesma coisa de sempre.
Mais um ano passou.
Ano que vem, toda a familia um pouco mais velha. Alguns novos integrantes, alguns já não mais integrando materialmente mas sim na saudade e boas lembranças.
Queria toda a vida poder passar dias assim.
Guardo do Natal a reunião da familia. Não sou religioso, mas gosto de Jesus. Não por acreditar no que a Igreja fala, mas por poder ter esses momentos de reunir essa minha genetica toda numa sala com pessoal falando alto, abraços e risadas...
A japonesa namorada do meu irmão chorou. Por lá eles não tem isso... Coitado dos japas.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Medianeira

Depois de uns dias fora da cidade.
Porto, meu Alegre, melhor.
Manhã de Medianeira. Domingo. Nostalgia.
Pensei até o impossivel de, quem sabe, um dia, a gente ainda se ve melhor.
Da tua parte uma saudade, com desgosto de não ter o fim de tarde do meu lado.
O que pra mim também seria melhor.
Depois de uns dias. Fora da cidade. Meu porto. Agora alegre, melhor.
Manhã de Medianeira. Domingo. Nostalgia.
Pensei até o impossivel de quem sabe, um dia, a gente ainda se ve melhor.
Da minha parte uma saudade com desgosto de não ter mais o teu gosto na minha boca.
O que pra ti também seria melhor.
Depois de uns dias, fora da cidade.